domingo, 10 de fevereiro de 2008

Lágrima de Preta

Encontrei uma preta que estava a chorar pedi-lhe uma lágrima para a analisar.
Recolhi a lágrima com todo o cuidado num tubo de ensaio bem esterilizado.
Olhai-a de um lado, do outro e de frente: tinha um ar de gota muito transparente.
Mandei vir os ácidos, as bases e os sais, as drogas usadas em casos que tais.
Ensaiei a frio, experimentei ao lume, de todas as vezes deu-me o que é costume: nem sinais de negro, nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo) e cloreto de sódio.


António Gedeão

Sem comentários: